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Apoio Domiciliário – a alegria que entra, todos os dias, em casa dos nossos utentes

05

FEVEREIRO, 2019

Utentes
Apoio Domiciliário
Resposta Social
Colaboradores
Instituição

Diariamente as equipas do Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) entram em casa dos nossos utentes, capazes de prestar não só um serviço importante para o seu bem-estar e qualidade de vida mas também, como fonte de alegria e boa disposição de que eles tanto precisam, especialmente para aqueles que por questões de saúde se encontram mais isolados socialmente por falta de autonomia.

O SAD é uma das respostas sociais da nossa Instituição que consiste na prestação de cuidados individualizados e personalizados a pessoas que, por motivo de doença, idade avançada ou outros impedimentos, não possam satisfazer as suas necessidades básicas ou atividades de vida diária. Com esta missão, as nossas equipas deslocam-se até aos domicílios dos nossos utentes procurando melhorar um pouco os seus dias, sobretudo, ao nível do conforto e bem-estar. Mais que um serviço, muitos dos nossos utentes, vêem as equipas de SAD como uma “família”.

Equipa do Serviço de Apoio Domiciliário

Saber viver com a limitação

Helena Melo é uma das utentes mais antigas, usufruindo deste serviço há mais de 10 anos por ter deficiência motora e sofrer de esclerose múltipla. Vive com o filho, tem 67 anos, começou a trabalhar muito nova no comércio de rua, em Lisboa, e trabalhou durante toda a vida para a mesma empresa até se reformar. Adora crianças e animais.

Devido aos seus problemas de saúde, Helena Melo, desloca-se em cadeira de rodas mas, embora tenha uma saúde mais debilitada, encara com muita positividade as suas dificuldades “nunca me senti revoltada de vir para a cadeira de rodas, nem uma única vez eu senti revolta” mostrando, desta forma, ser um exemplo de força e incentivo para outras pessoas em igual situação afirmando que é necessário “saber viver com aquilo que temos, com a nossa limitação”. Enfrenta a sua situação com um sorriso no rosto e muita coragem deixando o conselho a outras pessoas, nas mesmas condições, que enfrentem, encarem os problemas conseguindo rir com elas próprias.

 “Pequenas” visitas que aquecem o coração

É com esta forma de encarar a vida e por continuar a desejar vivê-la com alegria que, muitas vezes, é uma das utentes a usufruir das iniciativas inter-geracionais da nossa Instituição! Estes encontros tornam os dias diferentes, mais especiais, com a visita das crianças de diferentes Equipamentos de Infância a casa dos utentes de SAD. Helena Melo abre a porta da sua casa aos mais pequenos, sobretudo, na altura do Natal e da Páscoa, em que estes encontros são mais frequentes. Para a utente, estas visitas preenchem o seu dia de alegria e aquecem-lhe o coração “é o calor humano, o amor que eles têm, a alegria nos olhos deles… ficam surpreendidos, querem saber sempre mais” descreve Helena Melo, sendo isto que mais a comove e as perguntas engraçadas que fazem. A mesma contou-nos um desses episódios, uma menina perguntou-lhe “- Andas sempre nesta cadeira porquê? – Tu quando andas com a mamã e o papá não gostas de andar no pópó? – Sim, gosto! – Então estás a ver a sorte que eu tenho? Ando sempre, é uma sorte!”.

Helena Melo fica muito satisfeita com estas visitas e espera que “tenham sempre amor no coração deles” é o seu desejo para estas crianças.

Dar e receber, os dois lados do serviço

Esta energia e boa disposição externa não é pontual na casa de Helena… Também as nossas trabalhadoras de SAD, trazem-lhe a alegria que tanto aprecia e os cuidados básicos que necessita “além do apoio que me dão de tratarem de mim, dão-me alegria, conversam comigo, são positivas” afirma a mesma que só tem a dizer bem da equipa.

Deolinda Luís trabalha em SAD há 13 anos e é uma das Ajudantes de Ação Direta que cuida desta utente. “Cuidar, tratar, dar alegria, dar conforto” é desta forma que descreve a sua postura neste trabalho, a mesma afirma que ao início foi um pouco difícil adaptar-se mas, hoje em dia, a melhor coisa que pode fazer é tratar de idosos “a minha maior alegria é tratar deles e, sair de lá, eles estarem confortáveis e com um sorriso no rosto”.

Considera um trabalho gratificante e não se vê a fazer outra coisa. Entrou para a Instituição com esta função e continuou sempre nesta área, tendo alcançado uma aprendizagem tanto prática, como teórica. Começou o trabalho com a “4ª classe antiga” mas completou o 12º ano com o apoio da Instituição através da medida “Novas Oportunidades”, assim como o curso de Geriatria, entre outros, “tudo o que sei hoje foi graças à Instituição” sendo grata por isso.

A solidão que os utentes enfrentam, os problemas de saúde, a própria morte, são realidades inerentes a este trabalho e apontadas por Deolinda Luís como as maiores dificuldades “muitos já me têm ficado nas mãos”. A primeira vez que passou por esta situação ficou sem reação, mas hoje encara de forma mais madura e afirma ser uma questão a ser ultrapassada a nível psicológico. Outro aspeto que refere ser difícil de lidar, são os casos em que os utentes vivem sozinhos, sendo muitas vezes as Ajudantes de Ação Direta as únicas pessoas com quem têm contacto ao longo do dia “chegar um copo de água, um carinho… muitos deles só nos veem a nós durante o dia e custa muito isso” explica a trabalhadora acerca dos pequenos gestos que podem fazer pelos utentes.

 “Vou para casa descansada, sei que ajudei, que o meu contributo fez alguém feliz” é o que sente Deolinda Luís todos os dias ao chegar a casa, após mais um dia de trabalho, o sentimento de “missão cumprida”. 

 “Não posso fazer aquilo que quero mas faço aquilo que posso” é a sabedoria que Helena Melo nos deixa, o pensamento que a ajuda a superar de forma positiva as adversidades, para o qual contribuem todos os sorrisos ingénuos das nossas crianças e os sorrisos alegres das trabalhadoras.

Apoiar e ser apoiado, são as duas vertentes deste serviço e para ambos os casos o retorno para as suas vidas pessoais é de enorme valor.

 

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A Instituição

O Centro Social Paroquial Padre Ricardo Gameiro é uma IPSS de matriz católica. Nasceu há mais de 40 anos no seio da comunidade paroquial da Cova da Piedade, com o objectivo de responder às necessidades sociais existentes.

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